O segredo da boa vivência é saber fugir. Não se prender, não fincar raízes. Mergulhar na fantasia, para não se acomodar na realidade. Entretanto, precisamos de uma bóia, que nos traga de volta à vida real, ou nos perderemos no sonho. Sejamos Alice. Temos que acreditar em fantasias, em sonhos. Mas digamos que, ao perseguir o coelho, sempre leve um GPS. Viver é como nadar. Mergulhamos no sonho, mas respiramos na realidade.
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Lorena Marques.
RJ, 16.02.2013.
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Deixo a correnteza da vida me levar. Vou com a maré. Às vezes tento dar umas braçadas, por achar que a maré está fraca, ou que me levará a praia. Outras, esqueço-me do meu corpo, da minha força. Deixo-me boiar, esqueço de mim. Afundo e acordo com água nos pulmões. Ou nado forte, com vontade, para baixo. Mergulho, vou fundo. Vejo, ao longe, um barco, um iate ou um transatlântico. Posso levantar os braços, pedir ajuda. Talvez até o faça. Embarco, converso, convivo. Depois volto a nadar só, na imensidão azul. Parece mais confortável. Talvez alguém me estenda uma prancha, ou um pé de pato. Ajudem-me a não me afogar, ou a sair logo dali. Mas saiba, nem sempre sair do que é desconfortável é bom. As coisas podem estar em um lugar impróprio, mas nem sempre errado.Mas a lei mais importante para o náufrago da vida é saber ser leve, levado pela correnteza, mas manter viva na mente a arte de saber nadar.
Deixo a correnteza da vida me levar. Vou com a maré. Às vezes tento dar umas braçadas, por achar que a maré está fraca, ou que me levará a praia. Outras, esqueço-me do meu corpo, da minha força. Deixo-me boiar, esqueço de mim. Afundo e acordo com água nos pulmões. Ou nado forte, com vontade, para baixo. Mergulho, vou fundo. Vejo, ao longe, um barco, um iate ou um transatlântico. Posso levantar os braços, pedir ajuda. Talvez até o faça. Embarco, converso, convivo. Depois volto a nadar só, na imensidão azul. Parece mais confortável. Talvez alguém me estenda uma prancha, ou um pé de pato. Ajudem-me a não me afogar, ou a sair logo dali. Mas saiba, nem sempre sair do que é desconfortável é bom. As coisas podem estar em um lugar impróprio, mas nem sempre errado.Mas a lei mais importante para o náufrago da vida é saber ser leve, levado pela correnteza, mas manter viva na mente a arte de saber nadar.
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Lorena Marques.
RJ, 28.01.2013
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girl-do-flu:
Grandes são os outros, o Fluminense é enorme”. Nelson Rodrigues
Todos são gênios. Mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em uma árvore, ele vai viver toda a sua vida acreditando que ele é estúpido.
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Albert Einstein. (via s-pank)
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Um garoto e uma garota podem ser só amigos, mas vai chegar uma hora que eles vão se apaixonar um pelo outro, talvez temporariamente, talvez na hora errada, talvez tarde demais ou talvez para sempre.
Rimas. Ri mais? Rir, mas de quê? Talvez um quê de queijo, um bê de beijo. Beijo vai, mas bem jovem. Então vem! Nu mesmo, vem nuvem, vem. Mas vem sem. Sem vergonha, sem pudor, sem graça, sem açúcar e sentimento. Se sentir, não vou deixá-lo ir. Sem ir, sem ti, eu não vou a lugar nenhum, nem dois, nem três e nem quartos. Por que mentes? Ah, que mentes não sentiriam saudades doentes… Do ente querido, do ente que queria ter ido, do ente que quase foi. Ufa, e foi por pouco. Já anoiteceu. A noite teceu estrelas, estralos, entranhas e estranhos. A noite teceu trapézios trapezistas, trôpegos, traficantes, trapaceiros e tresloucados. Também temor. Ter amor, amoras, amantes, amarelos… Ah, não. Amá-los ou amar elos? Meio a meio, meio fio, meio feio, meio feito. Essa história meio fora de hora de novo? Sim. De novo, de novo e de manhã, de tarde, de velho, de ontem, de frente, defronte e de ré. Ré é renascer renascentista, iluminista, sulista, turista, budista, autista. Arista? Mundano! Mundo mudo muda mudas. Mudas de gente descrente, descontente, demente, indecente, decadente, ai! Dor de dente, dor de gente. E quem cura? Loucura.
Quero te esquecer. Mas também quero estar com você. Só que no momento, nenhuma das duas coisas tá acontecendo.
Machucaram meu coração, moço. Eu confiei demais. Entreguei-me demais. E olha o que eu recebi? Cortaram-me feio, a moça do hospital disse que ia sarar rápido, mas o corte ainda não cicatrizou, ainda dói, dói muito. Hoje não entra ninguém não, está tudo trancado e eu não acho as chaves em canto nenhum. Não confio em ninguém, moço. Nem em mim confio mais… Sabem de mim, mas não sabem sobre mim. E tenho medo… Não quero que se aproximem. Cobri o território com cerca elétrica, das fortes mesmo. Tirei a angústia do pote de “estou bem”. Não faço questão de mentir, se estou mal digo, se estou legal digo também. Mas eu não queria que continuasse assim, só que não consigo mudar. Eu sei que tem gente boa, mas ainda não encontrei, ou não quero encontrar. Esses meus olhos… De tanto ver coisas ruins acabou enxergando tudo cinza. Quero cor, moço, quero amor. Quero gente diferente, gente que comigo se importe e não gente que diz “oi” um dia e no outro passa indiferente.
Estou cansado de acordar em lágrimas, não consigo colocar essas fobias e medos para dormir. Sou novo nessa tristeza, eu não consigo explicar. Mas não sou nenhum estranho para a magoa ou a dor.